Os meus amores sao flutuantes
sao leves, sao rasteiros
Meus amores me consomem
me atormentam, me tonteiam
Esses meus amores
Nao esqueço um
Nao esqueço o nada
Relembro com paixao todas as vezes
é que prometi paixao aos meus amores
assim fulminante
prometi nao esquece-los nunca
mesmo a eles havendo dito
"Os" tenho em mim
sao oxigenio, sao ar livre
meus amores convivem em mim todo tempo
nao pedem pra ficar
nao se queixam
nao destroem nada
meus amores
as vezes avessos
as vezes atropelados
sao meus amores
sao eternos nas letras
passageiros nos olhos
frescos no calor
suados no frio
os meus amores
convivem
revivem
na existencia
na permanencia dos meus dias
eles vivem
intensamente, freneticamente vivem
os meus amores
sao folego na alvorada
sao vozes tremulas na noite
os meus amores nao querem outro corpo
vivem onde querem viver
morrem quando querem morrer
mais quando enfim
ensistem em aparecer
ai ai ai meus amores
tenho que eles viver
correr no alvoroço
roçar gostoso
tocar ligeiro
meus amores
deles nao falo
deles nao vivo
deles nao esalo
deles tenho apenas o polém
quando geram outras outras flores
sao assim fecundos
sao assim incontrolaveis
dos meus amores
tenho apenas o suspiro
pois que basta...
dos meus amores
calar na hora certa basta.
Por Elis Almeida
in CR. 03.01.2009
as 17:33 ora Roma. 13:33 ora Brasil.
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